A chegada das chuvas e os cuidados no manejo da lavoura

A chegada das chuvas e os cuidados no manejo da lavoura

Tempo de leitura: 2 minutos

Estávamos ansiosos à espera das chuvas para as próximas semanas em várias regiões do país. Plantadeiras reguladas aguardando para iniciar o plantio e o início das chuvas era incerto. De acordo com o agrometeorologista Marco Antônio da Rural Clima, o regime de chuvas está regularizado de fato no Brasil, a partir desta segunda quinzena de outubro.

 

Há algumas semanas o risco de se plantar no pó era extremamente alto, mas foi o que aconteceu em grandes áreas, por exemplo, no Mato Grosso onde produtores iniciaram as semeaduras confiantes nas chuvas marcadas para esta fase inicial.

 

De acordo com o IMEA – Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária, a área semeada de soja atingiu, até o dia 11 de outubro, 18,78% da área total

 

Nesta mesma época na safra 18/19 era de 27,28% da área plantada. Muitos produtores optaram por esperar pela chegada e regularização das chuvas, reduzindo assim o risco do replantio em parte da área.

 

De acordo com as previsões meteorológicas, a chuva vai se estender até abril de 2020, e já podemos nos atentar ao algodão e a podridão que acontece na região do baixeiro da planta quando há alta pluviosidade e umidade relativa, fato que ocorreu principalmente no oeste da Bahia na última safra.

 

Um alerta aos produtores nesta safra é a ocorrência de doenças de forma geral, a pressão de pragas no início de safra tende a ser maior

 

Se o plantio for tardio, as doenças também chegarão tarde nas lavouras. Por isso, um bom controle de pragas, bom monitoramento para iniciar este plantio com boa qualidade de stand inicial, escolha de produtos de qualidade, aplicações de fungicidas no tempo correto e de qualidade para prevenir as perdas na produção devido a incidência das mesmas.

 

Isso também foi abordado pelo presidente da Aprosoja (BA), Alan Juliani, mostrando que uma das preocupações do produtor baiano neste momento é maior incidência da ferrugem asiática nesta safra, pois foram identificados esporos da doença em 70% das folhas analisadas de sojas guaxas.

 

Com temperaturas mais amenas e alta umidade no solo, o consultor Luis Henrique Kasuya reafirma a necessidade de atenção na ferrugem na fase vegetativa

 

Em relação a Antracnose, deve-se fazer um bom monitoramento do período de emergência da soja até o estádio V4. Com o clima favorável, pode ocorrer o pico de antracnose nos estádios V5 e V6.

 

Se lembrarmos do que ocorreu em 2017, por exemplo, tivemos o atraso de chuvas nesta mesma época, entretanto alcançamos altas produtividades em diversas regiões. Além disso, pelas previsões, as condições climáticas estarão dentro da normalidade nos próximos meses e teremos grande chance de produzirmos bem.

 

As previsões começam a animar o produtor que ainda espera um bom retorno da safra 19/20. Estamos confiantes que será um ciclo bastante produtivo! Vamos em frente!

 

 

Deixe seu comentário aqui